No segundo episódio da primeira temporada de Relatos & Roteiros, a convidada foi a jornalista Maria Fernanda Romero, autora do livro Navegando em Poesia, criadora do blog Cultura Navegável, fotógrafa de viagem e nômade digital.
A conversa revelou os bastidores da sua trajetória como viajante e produtora de conteúdo, trazendo reflexões sobre os desafios e as possibilidades de transformar a vida nômade em uma carreira sustentável.
O início da vida nômade: mudança, coragem e apenas 300 dólares
Maria começou sua vida nômade aos 21 anos, quando se mudou para Florianópolis. Desde então, abraçou as oportunidades que surgiram e nunca mais se prendeu a um local fixo de residência.
Um dos pontos chaves foi quando decidiu sair do país levando apenas 300 dólares. Essa escolha representou não apenas coragem, mas também a disposição de abrir mão da estabilidade para viver em movimento, característica comum entre nômades digitais.
Conteúdo de viagem como profissão: entre a paixão e os limites financeiros
Embora mantenha o blog de viagens e seu perfil no Instagram, Maria não considera essas plataformas sua principal fonte de renda. Ela equilibra um trabalho fixo, mas flexível, e projetos freelancer que garantem estabilidade financeira.
Para ela, adaptar o conteúdo às tendências poderia gerar maior retorno financeiro, mas a jornalista prefere manter o foco em uma abordagem mais pessoal, mesmo reconhecendo que isso limita o crescimento. Essa escolha ressalta um dos dilemas mais comuns entre criadores: seguir a paixão ou ceder às demandas do mercado.
O papel do jornalismo na produção de conteúdo
Formada em jornalismo, Maria destaca como sua formação influencia sua escrita, ética e visão crítica. Apesar da experiência em uma grande emissora, ela afirma preferir a autonomia que a produção independente proporciona.
Essa independência, segundo ela, é o que garante autenticidade em seu trabalho como produtora de conteúdo de viagem, mesmo sem priorizar a monetização massiva.
“Não existe receita para transformar conteúdo de viagem em profissão”
Durante a entrevista, Maria foi questionada sobre como transformar a produção de conteúdo de viagem em uma profissão. Sua resposta foi clara e realista:
“Acho que não tem uma receita, isso é muito aleatório. Hoje, vídeos curtos, rápidos e virais estão em alta. Mas esperar que você vá produzir conteúdo para virar um jornalista ou para viralizar como jornalista é um pouco surreal. Cada um encontra sua estratégia, mas nem sempre ela está ligada ao jornalismo.”
Ouça o episódio completo com Maria Fernanda Romero
O bate-papo com a Maria Fernanda Romero mostra os bastidores da vida nômade, os dilemas de quem busca transformar o conteúdo de viagem em profissão e a importância da liberdade de escolha na carreira.
🎧 O episódio completo que está disponível no Spotify.
Imagem destaque: arquivo pessoal






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